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quinta-feira, 15 de março de 2012
Aprendemos desde criança que não podemos excluir aquele que de nós se difere seja na cor, na crença, na etnia etc… O fato de alguém ser diferente da gente, não significa que este seja inferior naquilo que julgamos estabelecer como padrão.
A beleza do masculino e feminino está na desigualdade que atrai o seu oposto, não no sentido de torná-lo inferior por aquele que julga ser o sexo-forte. Melhor será, se dentro de nossos relacionamentos as pessoas se comportassem como aprendiz daquilo que a outra pessoa tem a contribuir e que se percebe não ser próprio da sua natureza.

Homem e mulher são diferentes. As diferenças vão muito além do aspecto anatômico. Algumas coisas são muito próprias da personalidade masculina e que se percebe facilmente no dia-a-dia das relações. Essas, estão na maneira de pensar, de agir/reagir…Trazemos diferentes prioridades, temos identidade distinta.
Para os homens a importância das coisas está no cumprimento de uma tarefa. Se há algo a ser feito, mentalmente ele estabelece o tempo estimado para realizar o trabalho enquanto a mulher, além de considerar o trabalho a ser executado, elas também consideram os efeitos gerados por aquela ação.
Na mudança de uma mobília, por exemplo, elas querem que além do espaço obtido esteja também a harmônia dos objetos.

Se for preciso levar o filho ao dentista, o pai foca na ação de levar a criança ao consultório, enquanto a mãe esta preocupada nas sensações que a ida ao dentista pode gerar na criança – seus medos, inseguranças – e procuram assim confortar o filho tanto na ida quanto na volta da visita ao médico, querendo saber da criança como foi a experiência.

A sensação que tenho é que a mulher tem uma visão periférica tão eficaz capaz de “enxergar” até mesmo os sentimentos. Sem mencionar aqui a sua capacidade de trazer à memoria acontecimentos de anos atrás…

Dessa forma, dentro das diferenças entre o masculino e feminino não podemos estabelecer um padrão, assumindo aquilo que somos como o modelo da perfeição. Tampouco cabe ao outro lutar para conquistar uma posição de igualdade para algo que na sua essência não foi constituída.
Ninguém gostaria de se relacionar com uma mulher a qual pensa e age como se fosse um homem. A feminilidade, a suavidade nos toques, a sensibilidade delas é aquilo que um homem espera. Da mesma maneira, a mulher espera do homem a atitude daquele que se traduz em segurança, conforto, força, energia… Imaginemos a decepção de uma esposa que ao ver uma barata chama pelo marido e este, ao invés de matar o inseto subisse também na cadeira e ambos começassem a gritar?

Lançando mão da nossa capacidade de aprendizado podemos aproveitar da convivência com o sexo oposto e aprender a olhar o mundo não somente com os próprios olhos mas com os olhos da outra pessoa. Da mesma maneira podemos aprender a considerar importante aquilo que para o outro é sua riqueza.
Talvez seja necessário aprender a rir , chorar com os seus, abraçar e permitir ser abraçado (a), em outras ocasioes, deixar de competir entre si.
Que em nosso mundo particular ninguém precise lutar com as discriminações ou esteriótipos pregadas pelo universo exterior; tampouco se percam o respeito e o amor dentro da relação que entre homem e mulher se complementam.

Um abraço

Dado Moura

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