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domingo, 7 de agosto de 2011
A psicóloga Míria Ribeiro ensina como os pais devem lidar com esta situação.

O ciúme entre irmãos é sempre tema de reclamação para muitos pais. Ele surge por volta dos 4 anos, quando a criança começa a perceber os "outros" como rivais. É possível aparecer antes em alguns casos, mas é especialmente nesta idade que o sentimento fica mais aflorado. Na família, a rivalidade entre os irmãos para conseguir o carinho e a atenção dos pais é a causa mais freqüente dos ciúmes. Com a redução do número de filhos nas famílias, as crianças têm mais dificuldades em dividir, compartilhar o afeto e os cuidados dos familiares. Antigamente, filho único era uma anormalidade nos lares. No século 21, no entanto, aumenta a frequência de lares com apenas um rebento. Isso tornou-se praticamente regra entre casais com rendimento mensal acima de cinco salários mínimos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mas este sentimento é tão ruim assim? Por que algumas crianças ficam tão ciumentas diante da chegada de um novo membro na família? Como lidar com esta situação? Em entrevista ao portal Elnet, a psicóloga Míria Ribeiro Neto e autora do livro Mulheres Têm Medo De Quê ? ( da MK Editora) falou sobre o assunto.

O que é ciúme

"Na verdade, o ciúme é uma idéia de posse equivocada, de exclusividade e de insegurança. Eu quero que seja só meu e fico inseguro quando alguém chega para compartilhar aquilo que acredito ser exclusivo para mim. Esta frase retrata bem o sentimento que norteia a 'cabecinha' das crianças", afirma Míria. "Quando chega um novo membro na família, o filho sente que o mundo inteiro move seu centro para outro ponto que já não é ele. Perguntas como Eu vou continuar sendo admirado? Será que vão continuar gostando de mim? fazem parte do cotidiano do pequenino", fala a especialista.

"É um sentimento natural que acontece em todas as famílias, não há como impedir", enfatiza a psicóloga. "O que pode ser feito é conscientizar a criança de que o irmão não veio para tomar o seu lugar. A presença dele é para compartilhar e também somar". Mesmo assim, o ciúme acaba sendo inevitável, segundo a especialista. "Pode até ser amenizado e dominado, mas sempre vai existir. Isso porque os filhos estão compartilhando das mesmas pessoas, que são o pai, a mãe, avós, tios, enfim, toda a parentela", diz Míria Ribeiro.
Em famílias saudáveis, os pais têm que mostrar aos filhos que eles continuam sendo amados e queridos. Eventualmente, quando o ciúme for demonstrado na prática, é preciso sentar, conversar com eles e fazê-los entender que o irmão chegou para adicionar. Passar a idéia de que não há supervalorização de um ou outro, mas que os dois são importantes.

O que o ciúme pode provocar

De acorco com a psicóloga costumam aparecer condutas regressivas, como voltar a fazer xixi na cama, chupar o dedo, não querer comer sozinho, utilizar uma linguagem ou tom de voz infantis. Através desses comportamentos, a criança pretende chamar a atenção das pessoas cujo afeto teme ter perdido. Segundo Míria, o filho confunde cuidado com amor. Ele não entende que já é auto-suficiente e, inconscientemente, age assim para também ter mais “amor” dos pais.

"Outro fato bastante comum é a agressão para com o irmão mais novo. Esta agressividade pode aparecer de forma mais ou menos dissimulada: às vezes a criança ignora o irmão ou nega sua presença. Em outras ocasiões, pode mostrar condutas muito hostis e agressivas ou excessivamente carinhosas por seu rival", explica. Para a psicóloga Míria Ribeiro, esta é a forma que crianças e adultos imaturos encontram para resolver seus conflitos, pois se acham abandonadas. "Tudo isso é para chamar a atenção. Nessas horas, a criança precisa ser duplamente querida e amada", afirma Míria. Porém, o que acontece, muitas vezes, é que a família fica encantada com o recém-nascido, esquecendo o mais velho e relegando-o ao lugar do "príncipe destronado". "Se não houver equilíbrio entre a criança que chegou e o irmão mais velho, vai haver conflitos", adverte Míria. Ela acrescenta que, às vezes, confunde-se ciúme com carência. "Está carente por não estarem dando atenção suficiente a ela", comenta.

Os favoritismos e preferências que os pais manifestam, freqüentemente de forma inconsciente, por um dos filhos, pode dar origem ao ressentimento entre os irmãos. Do mesmo modo que o incentivo, a competição excessiva entre eles pode favorecer a aparição de ciúmes. “O perigo está justamente aí: a criança se ressente e começa a sentir rancor pelo irmão, resultando em brigas. Nesses casos, os familiares precisam prestar atenção e não desqualificar a situação. A psicóloga lembra o caso de Absalão e Amnom relatado em 2 Samuel 13.28. “Davi negligenciou a briga dos dois irmãos, não deu muita importância ao caso, e Absalão mandou matar Amnom por causa do ciúme. Houve homicídio. Daí a necessidade da observação para não haver atitudes mais drásticas", alerta Míria.

A psicóloga dá dicas de como os pais devem lidar com esta situação


•Demonstrem amor, afeto e carinho não só falando, mas também na prática;
•Mantenham a rotina anterior ao nascimento do irmão;
•Destaquem as qualidades do seu filho. É importante para sua auto-estima;
•Ressaltem a importância de ser mais velho;
•Não façam comparações;
•Não permitam que ele se sinta abandonado com a chegada do irmão.


Afinal, filhos são sempre muito amados, independentemente da idade que têm, conclui Míria.
Eliane Canegal

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