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sábado, 21 de maio de 2011
Texto: I corintios 13:1-7
INTRODUÇÃO

Já dizia uma velha canção: “Se há ciúmes é porque existe amor… tanto ciúme também pode causar dor”. Até onde isso é verdade? Muitas vezes torna-se difícil distinguir o ciúme do zelo cuidadoso.

Ciúme, como define o dicionário, é zelo doentio e excessivo por alguém ou alguma coisa. Mas, e a falta de ciúme pode revelar descuido, falta de interesse, falta de amor e de preocupação com alguém?

A família não está livre do ciúme. Ele existe entre os cônjuges, os pais têm ciúmes dos filhos e vice-versa e os irmãos sentem ciúmes entre si. Todos temos uma ponta de ciúme brotando em nossos relacionamentos familiares.

Entre muitos fatores de destruição da família, está o ciúme. Por não saber lidar com este sentimento e desconhecer que ele, em grau acentuado, é um pecado, obra da carne, e muitos lares estão sendo desfeitos e tragédias têm acontecido nas famílias.

O ciúme quando não é exagerado e doentio ajuda a temperar o amor. Por um lado, é bom saber que alguém tem ciúmes de nós; no entanto, quando não é bem direcionado, pode se tornar num problema gravíssimo para o lar, gerando até mesmo crimes passionais.

LIÇÕES PRÁTICAS



1. O CIÚME É UM SENTIMENTO QUE DESESTRUTURA O RELACIONAMENTO FAMILIAR

Muitas famílias estão desmoronando porque o ciúme tem minado o relacionamento familiar, abrindo brechas irreparáveis na vida de muitos casais e entre irmãos.

O ciúme gera a inveja, que por sua vez gera a morte. A história bíblica registra o primeiro homicídio, que foi causado pela inveja. Caim, enciumado porque Deus aceitou a oferta de seu irmão e rejeitou a sua, ficou amargurado e matou Abel (Gn 4.1 -8). Raquel, que não podia dar filhos a Jacó, teve ciúmes de sua irmã Lia, e o relacionamento familiar sofreu sérios abalos (Gn 30.1-26). Os irmãos de José, que lhe tinham ciúmes, o venderam como escravo (Gn 37.11). Estes são alguns exemplos bíblicos que revelam como o ciúme pode provocar tragédias na família. Vez por outra, tomamos conhecimento de acontecimentos trágicos em família, que tiveram como causa o ciúme exagerado.

Medo, insegurança, desconfiança, perseguição, falta de domínio próprio, brigas, into­lerância, etc, são provocados pelo excesso de ciúmes. Quando a família vai sendo alimen­tada com estas atitudes, o relacionamento vai se tornando cada vez mais difícil e o lar vai se desestruturando.

Quando o apóstolo Paulo declara que “o amor não arde em ciúmes ” (I Co 13.4) é possível ver nesta declaração que há ciúme natural, dosado, zeloso, espontâneo e que é realmente resultado de um amor sincero que se preocupa com o bem-estar do outro. Porém, “arder” em ciúmes é algo perigoso, incontrolável e seriamente gerador de confusões e atri­tos na família.

2. O CIÚME É UM SENTIMENTO QUE ELIMINA O AMOR NO RELACIONAMENTO FAMILIAR.

Pela maneira como o amor é descrito em I Coríntios 13, percebe-se que aquele que ama está preocupado com o outro, e não apenas consigo mesmo. O amor é um sentimento madu­ro que traz segurança e equilíbrio para a família; já o ciúme é uma paixão doentia que sufoca o amor e pode ser, muitas vezes, um ódio disfarçado. O ciúme é falta de confiança no outro e em si mesmo.

Em I João 4.18 lemos: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo”. Esta afirmação do apóstolo João poderia muito bem ser parafraseada e lida da seguinte maneira: “No ciúme não existe amor; antes, o doentio ciúme lança fora o amor”.

Não são poucos os casamentos que desmoronam por causa dos ciúmes. Muitos casais que “ardem” em ciúmes pensam que esse sentimento é resultado de amor ao cônjuge, mas, na verdade, é amor a si mesmo, egoísta e possessivo, que não deixa o outro respirar livre­mente.

Descrevendo a força do amor, o escritor de Cantares declara: “…porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme…” (Ct 8.6).

Por outro lado , no entanto, a falta de amor leva ao descuido e ao abandono do outro. -”Você pode fazer o que quiser que eu não estou nem aí!” Esta frase tem sido comum em muitos casamentos. São casais que não se importam e nem se preocupam com aquilo que o outro faz ou deixa de fazer. Isso é falta de amor.

Esse sentimento (ciúme) equilibrado, sério, pode evitar muitas dificuldades e ajudar o casal e o lar a cultivarem o verdadeiro amor.

3. O CIÚME É UM SENTIMENTO QUE PRECISA SER CORRIGIDO NO RELACIONAMENTO FAMILIAR.

Se o ciúme exagerado é um sentimento que desestrutura a família e elimina o amor, é preciso corrigi-lo e vencê-lo. Este tipo de ciúme é uma doença que se vai alastrando e pode tornar-se incontrolável. O que fazer, então, para corrigir este sentimento? O que segue abaixo são apenas princípios, e não regras, que podem ajudar na solução do problema.

• Verifique se o ciúme têm fundamento. Muitas cenas de ciúme não têm qualquer fundamento. Resultam de uma mente negativa e que apenas enxerga o que é mau. Se hou­ver fundamento, estude um modo cristão, através do diálogo, para resolver o problema. Não é com cenas de violência física e verbal que se chega a um entendimento.

• Vença o complexo de inferioridade. Muitas vezes o ciúme é gerado por causa desse complexo. A pessoa se sente tão inferior que perde a confiança em si mesma. Seja você mesmo e acredite no seu potencial.

• Desenvolva um sentimento de confiança no outro. Muitas vezes nos acostumamos a desconfiar dos outros e todo gesto ou atitude é motivo para enciumar-se.

• Compreenda o temperamento do outro. Os temperamentos são diferentes e nunca conseguiremos que os outros sejam iguais a nós. É preciso compreender que dentro de casa os membros da família têm temperamentos diferentes.

• Seja altruísta. Isto é, pense mais em dar do que receber. Não se deixe dominar pelo egoísmo.

• Saiba distinguir o ciúme natural do ciúme doentio. É preciso perceber até onde o ciúme está sendo construtivo ou destrutivo. Muitas vezes ele extrapola os limites da tole­rância.

• Peça ajuda a Deus. Coloque diante de Deus o seu problema. Muitas vezes o ciúme é gerado por causas desconhecidas e traumáticas. Deus irá ajudá-lo a superar esse ciúme destrutivo. “Deus é amor… o amor lança fora o medo” (I Jo 4.7-21).

DISCUSSÃO

1. Alguém já disse que, “exigir do amor que não tenha ciúme, é pedir à luz que não deite sombra”. Você concorda com esta afirmação? Por quê? 2. Quais as características de um ciúme doentio? 3. Como conviver com uma situação onde o outro é extremamente ciumento?

Pr Josias Moura de Menezes
http://josiasmoura.wordpress.com/2010/07/01/estudo-biblico-para-o-culto-de-doutrina-tema-ciumes-na-familia/

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