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domingo, 3 de junho de 2012


A missão destinada aos pais de “ensinar a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará (Provérbios 22-6)” é um dos grandes desafios daqueles que possuem filhos na adolescência. É nesta época que surgem os conflitos e os questionamentos. Pais e filhos acham difícil manter aquela comunhão, carinho e proximidade que havia durante a infância, especialmente sem atingir a individualidade de cada um. A questão é pertinente e nos leva a refletir sobre quem se afasta de quem, o filho ou a família? E ainda, como mantê-los na igreja?A pedagoga, psicanalista e especialista em Terapia Familiar, Leila Silva Moreira, membro da Igreja Evangélica Batista, chama a atenção para a triste realidade comum em seu consultório, onde muitos adolescentes reclamam que os pais não sabem nada de suas vidas, pois simplesmente não se interessam. “A situação acaba se tornando motivo para fazerem coisas erradas, pois se acham independentes. E acabam se rebelando contra os pais em busca desta independência. Se envolvem com grupos alternativos da sociedade e se deixam levar pelos costumes da turma. Vários consomem drogas, álcool, e alguns não estão nem aí para as coisas de Deus, mas entendem no fundo que a situação deveria ser diferente”, explica Leila.
A omissão dos pais é considerada por Leila como um erro gravíssimo, no qual muitos deles, mesmo evangélicos, estão fracassando. A psicanalista destaca que filhos precisam de supervisão, e cada família deve achar o seu estilo de educação, pois pais irresponsáveis, sem compromisso firme com Deus, ausentes ou displicentes, têm gerado conflitos na cabeça dos adolescentes.
“Não educamos uma só vez, e sim o tempo todo. Até hoje educo os meus filhos de 27, outro de 25, e a mais nova de 16. Quando estou com eles, eu e meu esposo, Dimas, damos sempre conselhos. Todos os pais são especiais. Mas os de adolescentes, precisam se aproximar do filho, apóia-lo e mostrar que o ama e se preocupa. Devem pedir a Deus sabedoria para ensinar, sem autoritarismos, mas de forma amigável e com amor. Cada fase do desenvolvimento da criança tem suas demandas específicas, exigindo um tipo de atividade diferente de educação”, esclarece.
A mestre em Psicologia Simone Pylro, da Igreja Presbiteriana de Vila Velha, destaca que, apesar de terem um papel importante neste processo, sabe-se que os pais não são os únicos a influenciar o desenvolvimento do filho. Para Simone, é preciso ter a correta dimensão das responsabilidades que os pais ou responsáveis têm sobre a criança ou adolescente; mas, ao mesmo tempo, ter cuidado com os malefícios que a “culpa” pode gerar.
“Os pais não vão acertar sempre. Quando há espaço para o perdão, o diálogo franco e honesto, os filhos construirão valores que levarão para toda a vida. Não há ‘receitas’ para se criar filhos. Eles têm necessidades diferentes e relacionam-se com os pais de modos distintos. É preciso considerar o que é possível para cada um. Mais importante que ficar monitorando os filhos é cultivar um relacionamento que promova a construção de autonomia. E é este o ponto fundamental”, destaca ela.


Adolescentes fora de casa
Os pais também têm que estar preparados para entender o projeto de vida dos filhos, mesmo que este seja longe deles. O adolescente Leomar Loureiro Júnior, 16, que deixou a cidade de Barra Mansa, Rio de Janeiro, em busca de trabalho e estudo no Espírito Santo, reconhece estar longe dos caminhos de Deus. Ele diz que a mãe deseja que ele retorne ao meio cristão. “Há um ano estou afastado. Já visitei algumas igrejas, mas nenhuma me tocou, por causa das doutrinas. Sei que não é motivo pra ficar longe. Mas, apesar de tudo, ainda bem que os meus pais entenderam o meu projeto”.
Chris Reynaud, 17, está morando com o avô, pastor da Igreja Batista de Novo México. Para ela, mesmo à distância, os laços permanecem. “Minha mãe está em Laranjeiras. Mesmo longe, conto tudo para ela, que sempre participa de minhas decisões. O nosso único conflito acontece quando eu deixo as atividades da igreja para ir a festas de amigos de fora do meio cristão. Mas, no final, ela entende”.
Camila Esteves, 14, diz que a base cristã ajuda muito na hora de tomar decisões. Filha de pais separados, ela escolheu freqüentar outra igreja, em vez da escolhida pela mãe. “Meu relacionamento com minha mãe é maduro, apesar da minha idade. Mesmo estando em igrejas diferentes, somos amigas. Ela me respeita e me entende. Na igreja, tenho apenas um amigo, minhas amizades são todas de fora do meio cristão. Mas a base cristã me ajuda muito. Sou diferença no meio deles, acredito”.

Base cristã como escudo protetor
Com a chegada da adolescência “a proximidade da infância, com a troca de carinho e muito contato físico, vai ficando só no desejo da mãe. Especialmente em público! Adolescente abraçado ou de mão dada com a mãe diante dos amigos, ‘paga mico’”. Esta é a realidade da violinista regente da Igreja Batista da Praia do Canto, Alda Coutinho Leandro, mãe de três rapazes com idades de 16, 15 e 7. “Filhos sempre copiam as atitudes dos pais. Por isto a base cristã, o bom caráter dos pais, torna-se imprescindível na formação. Meus adolescentes são críticos até demais! Por isto são firmes nas escolhas e abominam o que não concordam. São tímidos, mas não se deixam intimidar. Creio que é na adolescência que esta base faz a diferença. Converso com eles sobre muitos assuntos, exceto ‘garotas’. Eles me ensinam informática e futebol e eu lhes ensino que ninguém vive só neste mundo, precisamos uns dos outros, especialmente da família. Procuro sempre demonstrar em atos e palavras o amor que sinto por eles e que, antes de mim ou do pai, Deus já os amava muito”.
O presbítero da Igreja do Evangelho Pleno em Jardim Camburi, José Maria, diz que educação cristã ensinada desde cedo é gratificante. “Tenho filhos, um de 17 e outro de 21. Desde pequenos eles foram ensinados com autoridade e amor. Orientá-los desde novos é gratificante. Hoje tenho filhos obedientes que são meus amigos”, destaca.
O casal Rayth e Dilermando Pereira, da Primeira Igreja Batista da Praia da Costa, conta que a educação com base cristã não desaparece, pois a família é projeto de Deus. Dilermando observa que após 23 anos de casado e com três filhos (20, 18 e 14), a educação impositiva não leva a lugar nenhum, e a conscientização ainda é o melhor caminho. “Pela nossa experiência, eu e minha esposa passamos a ter mais cuidado com as nossas palavras e atitudes. Ficamos mais tolerantes, porém nossos filhos ficaram mais responsabilizados. Nós os orientamos todos os dias. Se percebemos deslizes, damos uma saída e conversamos sobre o assunto. Procuramos manter práticas como pedir a bênção, fazer o culto doméstico e orar. Entendo que uma educação fundamentada na conscientização e no exercício bíblico se torna um escudo protetor que lhes dá segurança para fazer as melhores escolhas”.
“Pastores não podem inverter o papel da igreja e do lar”
O ministro de jovens da Igreja Evangélica Batista, Deivisson Brito, que lida com diversos perfis de adolescentes e jovens, criados de maneiras diferentes, lembra que “pastores e líderes não podem inverter o papel da igreja e o do lar, pois a formação do caráter da pessoa acontecerá dentro de um lar bem consolidado, onde os fundamentos se encontram na Rocha, e não na areia”. O pastor cita também a passagem de Deuteronômio 6:6. “Estas palavras que, hoje, te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás em teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te…”.
Segundo Deivisson, Deus está dando uma ordem muito clara aos pais: de educarem os seus filhos não somente falando, mas através de ações. “O que Deus está querendo dizer com isto? Que o ensinamento não deve ser apenas em um determinado momento, mas que os pais precisam ensinar aos seus filhos com as suas próprias vidas, sendo referência para eles”, reforça.
O ministro sustenta que o trabalho de um pastor de mocidade não pode se limitar apenas aos jovens, pois a raiz do problema quase sempre se encontra nos pais, que não têm dedicado tempo para os filhos. “Vivemos em uma sociedade onde muitos andam ‘mascarados’, e temos muitos cristãos dentro de clínicas de psicólogos e de psicanalistas, além da quantidade de escândalos envolvendo igrejas e pastores nos dias de hoje”. Para ele, a igreja tem crescido quantitativamente, “mas, na questão da ética, a igreja está em declínio, pois o verdadeiro arrependimento e conversão a Deus serão vistos na restauração dos relacionamentos familiares entre filhos e pais (Ml 3:6). Os pais devem lembrar-se que as atitudes dos seus filhos são um reflexo do que eles aprendem dentro de casa. O maior ensinamento de Jesus não foi proferido no monte ou no vale, mais sim demonstrado com sua própria vida!”, finaliza Deivisson.

Os erros mais comuns dos pais
* Não conhecer bem amigos dos filhos; muitos, se precisarem localizá-los de última hora, não possuem ao menos telefones
* Não conhecer as famílias dos colegas dos filhos
* Não levar os filhos às festinhas; muitos não se preocupam como irão ou virão.
* Não fiscalizar os conteúdos da internet
* Não procurar ajuda quando necessário

Matéria publicada em maio de 2007, na edição nº 117 da Revista Comunhão
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