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sexta-feira, 18 de maio de 2012

“Seus lábios são como um fio vermelho; sua boca é belíssima. Você é toda linda, minha querida; em você não há defeito algum. Você fez disparar o meu coração; fez disparar o meu coração com um simples olhar. Quão deliciosas são as suas carícias! Os seus lábios gotejam a doçura dos favos de mel.” Essas frases aparentam ter sido retiradas de um livro romântico de algum escritor secular. No entanto, esses versos apaixonados aparecem na Bíblia, em Cânticos dos Cânticos, e são uma coletânea das orientações que o rei Salomão deixou sobre como ter e manter no casamento uma vida sexual saudável.
“Como Salomão descreveu muito bem, o sexo não é só um momento de relacionamento físico entre homem e mulher. É também a afetividade, o falar, o tocar, o observar, o elogiar. O livro de Cantares está cheio de erotização e, mesmo assim, há ainda pessoas nas igrejas com muitos tabus em relação ao sexo”, declarou o pastor Gilson Bifano, líder do Oikos, Ministério Cristão de Apoio à Família.
Segundo ele, a afetividade, o diálogo e a criatividade são as principais armas que os casais devem ter e usar para manter a dinâmica da sexualidade em dia, mas sem se deixar contaminar com o que o mundo apresenta. “O sexo é uma brincadeira íntima. Não é só ejaculação e orgasmo. É preciso ter alegria, prazer naquilo. O marido e a esposa devem conversar sobre o ato sexual, até mesmo para eliminar traumas, tabus. Não devemos ter vergonha de falar daquilo que Deus não teve vergonha de criar”, destaca o pastor Gilson Bifano.
Ele ainda acrescenta que em Cantares de Salomão há lições de que é preciso ter criatividade para afastar um dos males do casamento: a rotina. E ressalta que, conforme a Bíblia cita em vários versículos, a prática da relação sexual não é apenas voltada para a reprodução, mas também para o prazer e a intimidade com o cônjuge: “Quão doce é o teu amor. Os teus lábios destilam mel” (Cânticos dos Cânticos 4:10 e 11).
No livro “Em busca do amor no casamento”, o escritor John Drescher, orienta: “Como podemos expressar amor na cama, se não tomamos tempo para cultivar o amor fora da cama. Com beijos amorosos, palavras, abraços e afagos durante o fia, acrescentamos encanto à união sexual. Para um casamento ser feliz, a esfera sexual do amor dos casados não pode ser ignorada. Uma parte essencial da felicidade dos casados é a divertida alegria do amor sexual”.
No casamento, vale tudo?

“Por outro lado, muitas vezes as pessoas acham que, por serem casadas, vale tudo no sexo. Mas isso não tem base bíblica. Não vale tudo; não vale pornografia; não vale ir de encontro com o que não é da natureza do homem, como o sexo anal; não é aconselhável a ida a motéis. Infelizmente, a pornografia está invadindo os lares cristãos e essa prática traz consequencias graves para o casal. Há estudos que mostram que o casal até mesmo reduz a frequencia do sexo após ver filmes pornográficos”, disse o pastor Gilson Bifano.
Já o pastor Cláudio Duarte, palestrante sobre família e pastor de família da Igreja Monte Horebe em Campo Grande, Rio de Janeiro, afirma que a melhor forma de o cônjuge saber o que pode prejudicar o seu casamento no quis diz respeito à sexualidade é viver uma vida íntima com Deus para identificar o que é e o que não é pecado.
“Se você sabe o que é pecado, fica fácil saber que levar a sua mulher ou o seu marido a um motel não é recomendável. O motel é um ambiente usado para o pecado: adultério, pedofilia, homossexualismo, prostituição. É um ambiente promíscuo, maligno, e a Bíblia nos manda ‘fugir da aparência do mal’ (I Tessalonicentes 5:22). Você vai se deitar em uma cama com sua mulher ou seu marido em que horas antes um casal homossexual estava fazendo sexo? Por que não levar seu cônjuge ao um hotel, a uma pousada?”, orientou o pastor Cláudio Duarte.
O pastor Dinart Barradas, da Igreja Evangélica Holiness, em Pompéia, São Paulo, e diretor da Universidade da Família e responsável pelos cursos de paternidade do programa, afirma que muitos cônjuges se submetem ao que o outro pede por estarem vivendo crises no casamento. “Eles acham que assim vão salvar o casamento, mas na verdade só estão afundando cada vez mais. Acompanhei um caso de uma mulher que foi para o motel com o marido e uma garota de programa achando que aquilo iria salvar o seu relacionamento. Infelizmente, os problemas sexuais no casamento muitas vezes começaram bem antes, na fase do namoro, quando não havia limites. Depois, o senso de valor foi embora e o casal acabou aceitando tudo, mas é preciso aprender ou reaprender sobre a santidade do casamento”, disse o pastor Dinart.
Homens e mulheres são diferentes
Por mais que pareça ser uma afirmação óbvia, dizer que homens e mulheres são diferentes tem um peso distinto quando o assunto é sexualidade. O que desperta o interesse sexual no homem é completamente diferente do que aguça a libido da mulher.
O pastor Jaime Kemp, escritor e doutor em Ministério da Família, que dá palestras em todo o Brasil para casais cristãos, explica que o homem é sexualmente atraído pelo que vê, e, nesse ponto, a esposa precisa ficar atenta principalmente com relação a sua aparência física. Já a mulher necessita de palavras doces, de carinho, de ser presenteada, de ser levada para jantar, de ser tocada.
Mas, na correria do dia a dia, o que ocorre é que os casais, sobretudo aqueles com mais tempo de vida conjugal, mal param para se olhar, quanto mais para prestar atenção no fator sexualidade. “Nas palestras que faço, sempre brinco que o homem é como um forno microondas, que liga e ja está quente. Mas a mulher é como um forno a lenha, que é aceso pela manhã, tem que ser mexido durante o dia para não apagar e só à noite vai estar quente. A sexualidade deve estar na vida do casal durante todo o dia e, por isso, o diálogo é essencial, para o marido e a esposa identificarem o que faz o outro feliz. É preciso ter um diálogo aberto quanto ao sexo. A intimidade de um casal só perde para a intimidade que devemos ter com Deus”, declarou o pastor Cláudio Duarte.
Dos aconselhamentos para casais que faz pelo país, o pastor Jaime Kemp afirma que 42% das pessoas que o procuram chegam com problemas conjugais relacionados a questões sexuais. E uma das principais dificuldades, segundo ele, é que os homens e as mulheres não conseguem entender que são diferentes e que precisam conversar sobre a sexualidade. Além disso, usam o sexo de forma errada.
“Ao meu ver, há dois pecados mais frequentes nesse ponto. Um deles é que o homem, muitas vezes, usa a sua esposa apenas como objeto de prazer. Não está interessado em agradá-la durante o dia, com pequenas atitudes. Ele apenas pensa no sexo. O segundo é que a mulher, por outro lado, muitas vezes, deixa o seu marido como um mendigo. Ela usa o sexo para manipular o marido e depois conseguir algo dele. Nas duas situações, que são frequentes, os cônjuges são canditados fortes a sofrer com um relacionamento extraconjugal. Precisamos ficar em alerta porque o diabo está na cama do casal”, alertou Jaime Kemp.
Como aconselhamento, ele destacou o que Paulo escreveu: “Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes a oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência” (I Coríntios 7:2-5).
Mesmo não sendo um tema muito debatido pelas igrejas, seja por vergonha ou falta de informação dos líderes religiosos, a necessidade do homem e da mulher se relacionarem sexualmente foi criada por Deus e é parte essencial do casamento. “A sexualidade é uma das coisas sobre a qual os cristãos menos conversam, mas a Bíblia fala sobre o sexo desde Gênesis, quando diz ‘Não é bom que o homem esteja só’. Além disso, as pessoas não têm cultivado o erotismo saudável e Salomão era craque nisso. Mas é preciso lembrar que a atividade sexual é mais de alma do que de corpo”, ressaltou o pastor Dinart Barradas.
Há muito o que se fazer quando há indícios de que o casamento não vai bem por falta de esforço na questão sexualidade. Pequenas atitudes no dia a dia, como palavras e carícias, podem despertar o interesse no marido ou na esposa e transformar o ambiente conjugal. E muitas vezes essas ações, aparentemente sem nenhum efeito real visível naquele momento, reacendem sentimentos que há muito tempo um não tinha pelo outro.

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